Três suspeitos de envolvimento na morte da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, mais conhecida como Mãe Bernadete passam pela primeira audiência de instrução, nesta quinta-feira (4), na 1ª Vara Criminal da Comarca de Simões Filho. Além dos réus, serão ouvidas setes testemunhas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), os suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, de forma cruel, com uso de arma de fogo e sem chance de defesa da vítima. As investigações apontam que Mãe Bernadete lutava contra o tráfico de drogas na região e, por isso, foi assassinada.
Na última quarta-feira (3), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) atualizou o ‘Baralho do Crime’, incluindo três suspeitos, que estão foragidos, no naipe de ‘Ouros’. A ferramenta reúne informações dos foragidos mais perigosos da Bahia.
Os autores dos disparos, conforme apontado pelas investigações, foram Arielson da Conceição e Josevan Dionísio, dois integrantes de uma facção criminosa que atua em Simões Filho.
Marílio dos Santos, líder local da facção, é apontado como mandante, juntamente com seu “braço direito”, Ydney Carlos dos Santos. Sérgio Ferreira, padrasto de Marílio, aparece como partícipe, fornecendo informações para a execução do assassinato.
Mãe Bernadete foi morta a tiros, dentro da associação do Quilombo Pitanga dos Palmares, no dia 17 de agosto de 2023. A ialorixá era ex-secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e líder da comunidade quilombola de Simões Filho.








