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Operação Hybris contra policiais ligados ao jogo do bicho

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a “Operação Hybris”, um desdobramento da “Operação El Patrón”, que apura supostos crimes cometidos pelo jogo do bicho em FeiradeSantana, na Bahia. 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Entre os alvos, estão um tenente-coronel da Polícia Militar e quatro PMs.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), os policiais alvos da operação “integram o braço armado do grupo miliciano, sendo responsáveis pela segurança das atividades ilícitas desenvolvidas pelo grupo criminoso, além de ocultarem a propriedade de bens e dissimularem valores decorrentes de infrações penais”.

Segundo a PF, o objetivo da Hybri é desarticular “uma estruturada e sofisticada organização criminosa especializada na lavagem de capitais advindos de jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada, entre outras infrações penais”, que atuaria em Feira e em cidades vizinhas.

A Polícia Federal divulgou que, além dos 17 mandados de busca e apreensão, foram bloqueados aproximadamente R$ 4 milhões das contas bancárias dos investigados, além de converter em preventiva a prisão domiciliar de um dos suspeitos, concecida em dezembro de 2023 pela Justiça.

Os suspeitos estariam envolvidos num esquema supostamente capitaneado pelo deputado estadual Binho Galinha (PRD), que possui foro privilegiado em razão do cargo. Sem citá-lo na nota, a PF defende que “faz-se necessário esclarecer que, desde 2018, o Supremo Tribunal Federal vem entendendo que parlamentares serão processados e julgados pela justiça de primeiro grau em caso cometimento de crimes antes da diplomação do cargo e desconexo a ele”.

A operação foi deflagrada em parceria com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Força Correcional Integrada Forde/Coger/SSP/BA, e a Corregedoria da Polícia Militar (Correg).

A investigação, segundo a PF, continuará para apuração de eventuais outros envolvidos. Se condenados pelos crimes cometidos, sustenta a polícia, os investigados se sujeitarão a penas máximas que, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Operação El Patron

A operação que eclodiu no ano passado pôs Binho Galinha e familiares no centro do suposto esquema. A investigação aponta que a Receita Federal, em cumprimento à ordem judicial, produziu relatórios apontando inconsistências fiscais dos investigados, movimentação financeira incompatível, assim como a propriedade de bens móveis e imóveis não declarados e indícios de lavagem de dinheiro.

Até o momento, a El Patrón efetuou dez mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, bloqueio de mais de R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

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