A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou, na noite de terça (27) e manhã desta quarta (28), as fases V e VI da ‘Operação Patronos’, que investiga a participação de advogados em negociações de decisões judiciais de desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia.
De acordo com a PF, nesta fase da investigação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em desfavor de advogado investigado. Foi determinada ainda, por um dos Ministros Relatores, o bloqueio de, aproximadamente, R$ 37 milhões em bens e valores dos investigados, em razão das suspeitas de sua origem ilícita.
A investigação deriva dos fatos apurados da ‘Operação Faroeste’, quando se descortinou a existência de várias organizações criminosas atuando no TJ-BA, integradas por magistrados, servidores, advogados e empresários.
A PF deflagrou em julho as fases III e IV da força-tarefa, quando foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Salvador, Mata de São João e Serrinha, além de medidas cautelares diversas. Um dos alvos foi o advogado Rui Barata Filho, ex-juiz eleitoral e filho da desembargadora, Lígia Cunha.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais.





