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Delegada-geral afirma que influenciadores operavam para uma facção criminosa

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (5), a delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, detalhou a ‘Operação Falsas Promessas, que resultou nas prisões do blogueiro Ramhon Dias e do rifeiro Nanan Promoções.

De acordo com as investigações, as rifas eram divulgadas nas redes sociais, supostos vencedores eram sorteados, mas os prêmios não eram entregues. Segundo a títular da pasta, a investigação aponta que os dois operavam especificamente para uma facção criminosa e detalhou como os suspeitos atuavam.

“Nós levantamos que eram 50 CPFs utilizados nessa transação, um trabalho que se revela extremamente minudente e cuidadoso, porque observe que eles tinham cuidado de fazer essa bifurcação. Então, o dinheiro não entrava só para uma pessoa, duas ou três, o que seria mais simples de detectar até pelos órgãos de controle financeiro. Quando esse dinheiro era distribuído para todas as pessoas que acabavam ganhando uma participação, algumas delas, a depender da imagem que fizesse ou da venda que fizesse do produto, ganhava mais do que outras, ele conseguia diluir com a expectativa de que ele não fosse detectado essa questão ilegal”, explicou.

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Foto: reprodução

Após um ano de investigações, foi detectado que o esquema ilícito movimentou mais de meio bilhão de reais, oriundos do tráfico de drogas. Quatorze pessoas foram presas em Salvador, cinco em Goiás e uma no Ceará. Nas casas dos alvos foram apreendidos dezenas de veículos de luxo, relógios, armas de fogo, munições, celulares, roupas de grife, além de dinheiro em espécie.

Durante a operação, Sueliton de Almeida Coelho, apontado como liderança de uma facção no bairro do Nordeste de Amaralina, morreu em confronto após resistir ao cumprimento do mandado de prisão contra ele.

A ação, coordenada pelo Draco-LD, conta com o apoio dos departamentos Especializado de Investigações Criminais (DEIC), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e de Polícia do Interior (Depin), das Coordenações de Operações e Recursos Especiais (Core), de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), e da Corregedoria da Polícia Civil (Correpol), além das polícias civis de GO, CE e ES.

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