A Bahia é o estado com mais denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2024, segundo informações do Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o órgão, o estado lidera o ranking com 36 casos, seguido de São Paulo, Minas Gerais e Paraíba
O órgão apura situações envolvendo empresas privadas e até municípios, em que patrões teriam coagido empregados a se envolver em atos de campanha eleitoral.
Os casos chegam por meio de denúncias anônimas, por representações de adversários dos candidatos que estejam se beneficiando da conduta ilegal, de outros órgãos do Judiciário, da sociedade civil e de outros ramos do Ministério Público.
O assédio eleitoral é quando o patrão ou um colega tenta forçar ou constranger o trabalhador a votar em um candidato ou partido político específico. É considerado assédio qualquer coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento do empregado, no intuito de influenciar ou manipular voto, apoio, orientação ou manifestação política.
Também é assédio eleitoral quando, no ambiente de trabalho, ocorre distinção, exclusão ou preferência por um funcionário por conta da convicção ou opinião política.
Caso identifique que está sendo vítima de assédio eleitoral, o trabalhador pode fazer uma denúncia no Ministério Público do Trabalho, na Justiça Eleitoral ou nas Ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho. As vítimas podem também procurar os sindicatos que representam a classe trabalhadora, que podem auxiliar nas denúncias e adoção das medidas necessárias para coibir a prática do assédio.








