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DELEG

Delegado é investigado por desvio de fuzis na Bahia

O delegado Nilton Tormes, coordenador do Departamento de Polícia Metropolitana de Salvador (DEPOM), está sendo investigado por suspeita de envolvimento no desvio de 14 fuzis apreendidos durante uma operação em 2024.

A investigação foi iniciada depois de uma denúncia feita à Corregedoria da instituição. A denúncia aponta que, além das armas, joias e dinheiro também teriam desaparecido.

A apreensão ocorreu em julho de 2024, no bairro do Caji, em Lauro de Freitas. A equipe policial que participou da ação informou que seis fuzis foram apreendidos, mas a denúncia indicou que havia pelo menos 20 armas do tipo no local.

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e informou que as investigações seguem sob sigilo.

Em nota, Tormes disse estar surpreso e que colaborará com o inquérito.

“Primeiramente, é importante ressaltar que o objeto da investigação se refere a uma operação oficial da Polícia Civil do estado da Bahia, que contou com a autorização da instância superior, com a participação de policiais do Depom e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). Essa operação, inclusive, foi amplamente coberta pela mídia nacional devido ao sucesso na recuperação de armas de fogo de grosso calibre, drogas e munições.

Diante dessas circunstâncias — especialmente considerando o resultado positivo da operação e a atuação efetiva de órgãos e autoridades máximas da SSP-BA — recebi com surpresa o início da investigação, mas sempre respeitei a opção político-institucional.

Continuo colaborando ativamente com a investigação, uma vez que não tenho nada a temer. Sssim, espero que a apuração revele a regularidade do meu exercício da função pública ao longo de mais de 20 anos na Polícia Civil, e que a verdade dos fatos aparecerá demonstrando a idoneidade que sempre me pautou. Por fim, é importante esclarecer que o objeto da investigação não envolve a apuração de homicídio. Destaco que atuo na condição de testemunha do Ministério Público nos autos que tramitam e julgarão o referido homicídio”.

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