A Polícia Federal negou um pedido feito por Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para ter acesso a informações sobre investigações envolvendo descontos irregulares em benefícios previdenciários. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo.
De acordo com a publicação, em outubro de 2024, Stefanutto enviou um ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, solicitando detalhes sobre operações que apuravam fraudes envolvendo associações como a Ambec (Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos). Ele alegava que as notícias sobre o caso prejudicavam a imagem do INSS, embora afirmasse que não havia denúncia formal contra o órgão.
A resposta da PF veio cerca de cinco meses depois, informando que não poderia atender à solicitação, já que as investigações eram conduzidas por órgãos estaduais, como o Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo.
As fraudes vieram a público com a deflagração da “Operação Sem Desconto”, no último dia 23, revelando desvios que podem ter alcançado R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, por meio de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
Apesar da gravidade das denúncias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dá sinais de que manterá Carlos Lupi no comando do Ministério da Previdência. Segundo assessores presidenciais, o critério para afastamentos no governo segue baseado na apresentação de denúncias formais pela Procuradoria-Geral da República (PGR) — o que ainda não ocorreu em relação a Lupi.








