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Bolsonaro nega envolvimento no 8 de janeiro e brinca com Moraes

Durante depoimento ao ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), nessa terça-feira (10), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a negar qualquer envolvimento com um plano para dar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

Bolsonaro também defendeu que a desconfiança sobre as urnas eletrônicas não é uma exclusividade sua e afirmou que não incentivou os atos golpistas do 8 de janeiro, classificando os envolvidos mais radicais como “malucos” por pedirem intervenção militar.

Ele ainda mencionou o AI-5, ato da ditadura militar, afirmando que as Forças Armadas nunca aceitariam uma ação semelhante apenas por pressão de apoiadores.

Ao longo do interrogatório, também foram ouvidos o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; e o general Augusto Heleno. Todos negaram participação em qualquer articulação golpista.

Bolsonaro aproveitou um momento para brincar com o ministro Moraes, convidando-o para ser seu vice em uma possível candidatura à Presidência em 2026, cargo ao qual atualmente ele está inelegível. Moraes respondeu com bom humor, mas recusou o convite prontamente: “Declino.”

Vídeo: reprodução

As declarações de Bolsonaro contrastam com o depoimento dado na véspera por Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, que afirmou que o ex-presidente leu e editou uma minuta de decreto golpista. Segundo Cid, Bolsonaro teria removido do documento nomes de ministros e parlamentares que seriam presos, mantendo apenas Moraes como alvo da suposta ordem.

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