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Médicos de hospitais estaduais em Salvador ameaçam greve

Cerca de 500 médicos que atuam em cinco hospitais estaduais de Salvador anunciaram estado de greve e ameaçam reduzir os atendimentos. O impasse ocorre por causa da proposta do governo da Bahia de substituir os atuais contratos de trabalho, regidos pela CLT, por contratações via Pessoa Jurídica (PJ).

A mudança afeta profissionais de unidades como Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Geral Roberto Santos, IPERBA, Maternidade Albert Sabin e Maternidade Tsylla Balbino. Esses hospitais, de alta complexidade, juntos somam mais de 80 mil atendimentos por ano.

O vínculo CLT será encerrado no dia 31 de julho, com o fim do contrato entre a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS).

De acordo com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), os profissionais alegam que a mudança representa perda de direitos trabalhistas, como 13º salário e licença-maternidade, além de maior insegurança nos pagamentos. A Sesab, por outro lado, afirma que o processo é legal, foi comunicado com antecedência e não vai impactar a assistência à população.

Uma nova assembleia com a categoria está marcada para esta terça-feira (15). O sindicato tenta pressionar o governo a oferecer alternativas de contratação que mantenham os direitos trabalhistas.

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