Um áudio incluído em inquérito do Ministério Público da Bahia (MP-BA) indica que o agente da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE), Douglas Pithon, teria sugerido ao colega Cláudio Gomes de Santana, o “Cabelinho”, alterações no relato sobre a apreensão de seis fuzis e uma submetralhadora em um bunker.
Segundo a gravação, Pithon orientava Cabelinho sobre como descrever a operação, afirmando que o delegado Nilton Tormes faria uma “oitiva diferente” da registrada anteriormente.
A apreensão ocorreu em 11 de julho de 2023 e o caso foi transferido entre delegacias por conflito de atribuição. Dois homens foram torturados e mortos, supostamente por terem entregue o esconderijo das armas desviadas.
O inquérito segue sob apuração do MP-BA, e nenhum policial civil envolvido é investigado até o momento. O delegado Tormes foi exonerado do Depom após ter seu nome vinculado à denúncia de sumiço das armas.








