A morte de Almir Pinto Bahia, de 46 anos, encontrado morto dentro do carro no Aeroporto de Salvador, evidencia um problema que atinge toda a categoria: desde julho, pelo menos 17 taxistas morreram por infarto na cidade, segundo a Associação Geral dos Taxistas (AGT). Almir, que trabalhava como permissionário com carro alugado, enfrentava longas jornadas de até 18 horas por dia, pagando diária de R$ 100 para atuar, sem pausas regulares para alimentação ou descanso.
Além da pressão financeira e profissional, os motoristas lidam com obesidade, hipertensão, diabetes, estresse crônico e risco de violência: até agosto, 194 taxistas foram assaltados, sendo 40 só no último mês. A forte concorrência com aplicativos e empresas clandestinas agrava a situação.
O cardiologista Marcos Barojas alerta que o estresse constante aumenta o cortisol, eleva a pressão arterial e contribui para infartos e AVCs. Sedentarismo e alimentação rica em gordura, sal e açúcar reforçam os riscos. A AGT destaca que muitos taxistas evitam check-ups para não perder clientes, comprometendo ainda mais a saúde da categoria.





