O governador Jerônimo Rodrigues (PT) elevou o tom ao comentar o relatório do TCE-BA que apontou aumento de 213% no tempo médio de espera na regulação médica entre 2019 e 2024. Segundo o documento, o prazo subiu de 1,5 para 4,7 dias, quase triplicando.
Em resposta, Jerônimo atribuiu o problema diretamente às prefeituras, acusando os municípios de sobrecarregar os hospitais estaduais ao não resolverem demandas simples na atenção básica. “Muita gente que está em um hospital de alta complexidade era para estar sendo cuidado por um município”, afirmou.
A fala gerou tensão entre gestores municipais, já que o governador afirmou que encontra casos que “não deveriam chegar” à rede estadual, citando situações como “um dedo desmentido” e “mal-estar na barriga”.
Apesar da crítica, Jerônimo disse reconhecer sua parcela de responsabilidade, mas defendeu “compartilhamento” da culpa: “Se um falhar, o sistema não anda bem”. O relatório do TCE aponta piora em 14 das 26 especialidades avaliadas, incluindo áreas críticas como oncologia e cirurgia torácica.








