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Após um ano do desabamento, Igreja de São Francisco lança campanha para restauração

Um ano após o desabamento que matou a turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, a Ordem dos Franciscanos anunciou que vai lançar a campanha nacional “Abrace São Francisco” para arrecadar recursos destinados à restauração da Igreja de São Francisco de Assis, no Centro Histórico de Salvador. A iniciativa, inspirada no modelo adotado após o incêndio de Notre Dame, prevê doações online e realização de eventos, enquanto o projeto é submetido à Lei Rouanet. Atualmente fechada à visitação, a igreja passou por obras emergenciais realizadas pelo Iphan para estabilizar a estrutura.

Segundo o vigário do convento, frei Lorrane Clementino, apenas a área de visitação turística está avaliada em mais de R$ 30 milhões, enquanto todo o complexo (igreja e convento) chega a quase R$ 90 milhões. O Iphan informou que garantiu cerca de R$ 20 milhões do Novo PAC para a nova fase da restauração, mas ainda não há prazo para a conclusão total das intervenções.

O desabamento ocorreu em 5 de fevereiro de 2025, quando parte do forro do teto cedeu enquanto turistas visitavam o templo, conhecido como “Igreja de Ouro”. Além da morte da jovem paulista, outras cinco pessoas ficaram feridas. Dois dias antes do acidente, a igreja havia solicitado vistoria ao Iphan após identificar dilatação no forro. A visita estava marcada para o dia seguinte ao desabamento.

Tombada como patrimônio nacional e considerada uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no mundo, a igreja já apresentava problemas estruturais há anos, com sinais visíveis de desgaste, escoramentos e áreas interditadas antes do acidente.

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