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Denúncia antiga deu origem à operação na Educação de Lauro de Freitas

A operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraude na Educação em Lauro de Freitas teve origem em uma denúncia feita em 2021, ainda na gestão da ex-prefeita Moema Gramacho.

Na época, a então vereadora Débora Régis apontou irregularidades na licitação para compra de mais de 21 mil tablets, que deveriam ser entregues a alunos e professores da rede municipal, mas sofreram atraso.

O processo licitatório também é alvo de suspeitas de direcionamento. Empresas com propostas mais baratas foram desclassificadas, e a vencedora acabou sendo habilitada após mudanças no capital social durante o processo.

O contrato custou mais de 16 milhões de reais e, segundo a Polícia Federal, há indícios de superfaturamento.

A investigação apura crimes como fraude em licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens que podem chegar a 26 milhões de reais por investigado.

A atual gestão informou que não foi notificada oficialmente, mas afirmou que está à disposição para colaborar com as investigações.

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