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Prefeitura tem 10 dias para explicar cachê de R$ 800 mil a cantor

O Ministério Público da Bahia recomendou a suspensão imediata do contrato firmado pela Prefeitura de Formosa do Rio Preto para a apresentação do cantor Natanzinho Lima durante a 40ª Vaquejada do município.

O show, previsto para o dia 28 de maio, foi contratado por R$ 800 mil. Segundo o MP, o valor está acima dos parâmetros de razoabilidade estabelecidos por órgãos de controle.

De acordo com levantamento baseado no Painel de Transparência dos Festejos Juninos, a média de contratações do artista por municípios baianos em 2025 foi de cerca de R$ 604 mil. Com correção pelo IPCA, o valor estimado para 2026 seria de aproximadamente R$ 624 mil — ainda inferior ao cachê contratado, que representa um acréscimo de cerca de 28%.

O órgão destaca que contratos acima de R$ 700 mil são considerados de alta relevância e exigem justificativas mais detalhadas sobre a compatibilidade com o mercado e o interesse público.

Na recomendação, o MP orienta que a prefeitura suspenda qualquer pagamento até comprovar a legalidade e a economicidade do contrato. Também foi solicitada a apresentação de documentos como processo de contratação, justificativas técnicas, pesquisa de preços e situação fiscal do município.

A prefeitura tem prazo de 10 dias úteis para informar se acatará a recomendação. O descumprimento pode resultar em medidas judiciais e responsabilização dos gestores.

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