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Antes de ser assassinada, mulher foi agredida e denunciou ex-companheiro

A investigação sobre a morte da cuidadora de idosos Ariane Silva Fonseca, de 28 anos, ganhou novos detalhes. A Polícia Civil confirmou que o caso é tratado como feminicídio e revelou que a vítima já havia denunciado o ex-companheiro por agressão um mês antes de ser assassinada.

Segundo familiares, Ariane e o suspeito, Wendell Souza da Silva, mantiveram um relacionamento por mais de dez anos e tinham uma filha de 8 anos. No início de junho, ela foi agredida com um soco no rosto, na frente da criança, precisou de atendimento médico e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Após a denúncia, decidiu deixar a casa onde morava com o companheiro.

Ainda conforme relatos da família, mesmo após a separação, o homem passou a perseguir e ameaçar Ariane, inclusive durante o trajeto para o trabalho. Nesta quarta-feira (8), ela foi atacada a facadas quando saía de casa, no bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador.

O suspeito foi preso em flagrante em Simões Filho, na Região Metropolitana. Com ele, a polícia apreendeu uma arma de fogo e drogas. A Polícia Civil informou que já existem outros registros envolvendo o investigado e segue apurando o caso.

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