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Professora é vítima de deepfake sexual em Feira de Santana

Uma professora de 47 anos denunciou à Polícia Civil que teve a imagem utilizada para a criação de vídeos pornográficos por meio de inteligência artificial (IA). O caso aconteceu em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, e é investigado pelas autoridades.

Segundo a vítima, os vídeos foram publicados em uma plataforma de conteúdo adulto utilizando fotos retiradas de suas redes sociais. Ela acredita que os responsáveis sejam adolescentes de 15 e 17 anos, possivelmente alunos ou ex-alunos.

A professora contou que descobriu o caso após ser avisada por estudantes da escola onde trabalha. Ao acessar a plataforma, encontrou dois vídeos com sua imagem manipulada. Um deles acumulava cerca de 15 mil visualizações e o outro, aproximadamente 12 mil.

Após reunir provas, como capturas de tela e links das publicações, ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). O caso também passou a ser investigado pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), que aguarda análises técnicas para tentar identificar os responsáveis.

Além de buscar a responsabilização dos autores, a professora decidiu tornar o caso público para alertar sobre os riscos do uso indevido da inteligência artificial. Ela afirmou acreditar que a intenção dos envolvidos foi provocar humilhação e constrangimento, e reforçou a importância de que outras vítimas denunciem situações semelhantes.

O caso chama atenção para o crescimento dos chamados “deepfakes”, conteúdos criados com inteligência artificial que utilizam a imagem de pessoas sem autorização, prática que pode gerar consequências civis e criminais para os responsáveis.

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