Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza cresceram 191,95% na Bahia em 2026, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Foram registrados 254 casos entre 1º de janeiro e 27 de março, contra 87 no mesmo período do ano passado.
A SRAG representa os quadros mais graves de infecções respiratórias, com risco de morte. Além dos casos por influenza, também foram confirmados 74 registros de covid-19 e centenas de infecções por outros vírus.
No total, o estado contabiliza 1.732 casos de SRAG neste ano, com 62 mortes. Em comparação com 2025, houve leve aumento de casos, mas queda de 26% nos óbitos.
De acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz, a influenza A, conhecida como “super gripe”, tem impulsionado o avanço das infecções respiratórias no país. Nas últimas semanas, as mortes associadas ao vírus cresceram 36,9% no Brasil.
Especialistas explicam que o aumento é esperado neste período do ano, com a chegada de temperaturas mais baixas, maior permanência em ambientes fechados e baixa cobertura vacinal.
Em Salvador, o cenário também preocupa: a capital está entre as cidades em nível de alerta para SRAG.
Os principais sintomas incluem febre, tosse, dor de garganta e coriza. Em casos graves, pode haver falta de ar e evolução para pneumonia.
A vacinação é apontada como a principal forma de prevenção. A campanha contra a gripe segue até 30 de maio, com doses gratuitas disponíveis nas unidades de saúde.









