Após a captura de Nicolás Maduro neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias norte-americanas. A declaração amplia o alcance da ofensiva de Washington, que até então era justificada oficialmente pelo combate ao narcotráfico.
A Venezuela concentra cerca de 17% das reservas comprovadas de petróleo do mundo, o equivalente a mais de 300 bilhões de barris. Especialistas avaliam que o interesse dos EUA vai além da segurança regional e envolve objetivos econômicos e estratégicos, já que o petróleo venezuelano é compatível com refinarias americanas.
Com sanções internacionais e anos de sucateamento da PDVSA, a produção venezuelana segue abaixo de 1 milhão de barris por dia, muito distante do pico histórico. A possível abertura do setor reacende o debate sobre controle das reservas, impactos econômicos e os desdobramentos geopolíticos da ação americana na América Latina.









