Duas mulheres denunciaram o engenheiro Vitor Doto Barbosa por assédio sexual durante reuniões de trabalho na capital baiana. Segundo as vítimas, os encontros ocorreram na sede da empresa dele, onde o suspeito teria adotado comportamentos inadequados, como tirar a camisa, fazer comentários de cunho sexual e afirmar estar “excitado” durante as conversas.
Uma das denunciantes, a professora Priscila Silva, relatou que foi convidada para participar de um projeto educacional, mas passou a ser alvo de comentários sobre sua aparência. Em determinado momento, o engenheiro a levou até um banheiro da empresa, onde tirou a camisa e continuou a reunião.
Outra vítima, que preferiu não se identificar, descreveu situação semelhante. Ela afirma ter sofrido toques indesejados, elogios inapropriados e foi levada ao mesmo local sob o pretexto de conhecer ideias do projeto.
De acordo com os relatos, o suspeito seguia um padrão de abordagem: iniciava reuniões em sua sala, conduzia as vítimas em um suposto “tour” pela empresa e finalizava no banheiro, onde adotava comportamento inadequado.
As denúncias foram registradas no fim de 2025 na Casa da Mulher Brasileira e repercutiram nessa segunda-feira (23). Os casos são investigados nas esferas criminal e cível, com pedido de indenização por danos morais. Até o momento, o engenheiro não se manifestou.









