Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a aparecer nos contracheques pagos em fevereiro. Trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos por mês passam a ficar totalmente isentos do imposto. Já quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terá redução gradual no valor retido na fonte.
A medida vale para salários pagos desde janeiro e deve beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Fazenda. A isenção é automática para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, e também se aplica ao 13º salário.
Rendimentos acima de R$ 7.350 seguem a tabela progressiva atual, com alíquotas que chegam a 27,5%.
Para compensar a renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões, o governo criou o Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado para a alta renda. A nova cobrança atinge quem recebe acima de R$ 50 mil por mês, com alíquota progressiva de até 10%, e os chamados super-ricos, com renda anual acima de R$ 1,2 milhão, que passam a ter alíquota mínima efetiva de 10%.
Segundo especialistas, a mudança não altera a declaração do IR que será entregue em 2026, pois o benefício só passa a refletir na declaração de 2027, referente aos rendimentos deste ano. As deduções atuais permanecem inalteradas.








