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Mulher presa por racismo contra policial no Carnaval não é advogada

Foto: Reprodução/TJBA

A mulher que foi presa no circuito Barra-Ondina após cometer injúria racial contra policial militar não é advogada, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil seção Bahia (OAB-BA).

Na ocasião do crime, o agente orientava a mulher, que tentava deixar um copo em um dos muros do posto policial. Inconformada, a suspeita teria atacado o policial com ofensas racistas.

O presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB da Bahia, Victor Gurgel, apurou o caso para acompanhamento do processo e identificou que ela não é advogada, nem possui registro como estagiária.

“Ao tomar conhecimento de que veículos de imprensa estavam tratando a acusada como advogada, nós apuramos o caso e descobrimos que ela é de Londrina (PR), mora em São Paulo e estava detida na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca). Falamos com a delegada titular, Simone Moutinho, que nos informou que a mulher se identificou como bacharel em Direito, porém sem registro na OAB” relatou o presidente.

Como a mulher não possui nenhum registro no Cadastro Nacional dos Advogados, confirmando, portanto, que não é advogada, a Comissão encerrou o acompanhamento do caso.

A suspeita foi autuada por injúria racial e desacato a autoridade. Ela foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca) e, após, passou por exames de corpo de delito. A mulher passará por audiência de custódia.

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