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Defesa aponta sete erros no processo que levou à prisão de Binho Galinha

O advogado Gamil Foppel, que defende o deputado estadual Binho Galinha (PRD), afirmou nesta quarta-feira (8) que há erros graves na condução do processo que resultou na prisão do parlamentar.

Entre os sete pontos listados, o jurista destacou que não cabe prisão preventiva para deputados ou senadores sem flagrante delito, e que não há requisito de cautelaridade, ou seja, o réu não representaria perigo à ordem pública.

Gamil também apontou “incompetência absoluta da vara”, alegando que o caso deveria tramitar na 2ª Vara, e não na primeira, além de ressaltar que, se houvesse flagrante, o deputado deveria estar em Sala de Estado Maior, conforme prevê a lei.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia deve se reunir ainda nesta quarta (8), às 17h, para votar o futuro político de Binho Galinha, que está detido no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

Confira os sete erros apontados pela defesa:

  1. Impossibilidade jurídica da prisão preventiva – segundo ele, a lei proíbe prisão preventiva de deputados estaduais, federais e senadores.
  2. Ausência de flagrante – não houve situação de flagrante delito no caso.
  3. Crimes afiançáveis – ainda que houvesse flagrante, os crimes atribuídos são afiançáveis, o que impediria a prisão.
  4. Falta de requisito de cautelaridade – não há indícios de que o réu represente perigo à ordem pública ou ao processo.
  5. Incompetência da vara responsável – o processo, segundo a defesa, deveria tramitar na 2ª Vara, e não na 1ª Vara.
  6. Ausência de Sala de Estado Maior – caso houvesse prisão, o deputado deveria estar em uma Sala de Estado Maior, e não em presídio comum.
  7. Erro de condução processual – a defesa entende que houve falhas na tramitação e nos fundamentos do pedido de prisão.

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