O prefeito de Salvador, Bruno Reis, sancionou nesta terça-feira (27), o reajuste salarial para os professores da rede municipal. O aumento varia entre 6,27% e 9,25%, dependendo da faixa de referência dos profissionais.
Durante coletiva de imprensa, o prefeito defendeu e afirmou que este é o maior reajuste concedido em sua gestão e o mais alto entre as capitais brasileiras em 2025.
“Estamos dando 9,25% no Nível 1, referência A, o que nenhum outro município do Brasil está oferecendo aos professores”, declarou o gestor.
O pagamento do novo valor será feito já no mês de junho, com retroativo ao mês de maio. Segundo Bruno, 11% de todo o orçamento da prefeitura, que é de R$ 12,6 bilhões, será destinado apenas à folha da educação. Ele destacou ainda que a gestão aplica mais recursos na área do que o mínimo exigido pelo Ministério da Educação (MEC)..
“A lei manda investir 70% do Fundeb com professores. Salvador aplica 130%. Estamos completando quase o dobro para garantir a remuneração dos trabalhadores do magistério”, afirmou.
Apesar disso, os professores seguem em greve desde o dia 6 de maio, reivindicando o pagamento do piso nacional do magistério, hoje em R$ 4.867. A proposta aprovada não agradou a categoria, que alega receber atualmente cerca de R$ 3.026 de salário base.
Ataque na Câmara
O prefeito também condenou os atos de vandalismo ocorridos na Câmara Municipal durante a votação da proposta, na semana passada. Vereadores e servidores foram agredidos por manifestantes contrários ao projeto.
“É inadmissível o que aconteceu. Houve agressões, depredação e impedimento do trabalho da imprensa. Os responsáveis vão responder a processos administrativos e, se for o caso, serão punidos conforme a lei”, disse Bruno Reis.
Por fim, ele pediu o retorno dos professores às salas de aula e disse que o momento é de resolver a vida das famílias, não de fazer política.
“Tem milhares de pais sem poder trabalhar porque seus filhos estão em casa. E crianças que dependem da merenda escolar como única refeição do dia. Precisamos garantir o direito à educação”, concluiu.








