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prisão preventiva

Câmara aprova aumento da pena de feminicídio; veja

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa quarta-feira (11), um projeto de lei que aumenta a pena de feminicídio e inclui agravantes da pena. O texto segue para a sanção presidencial.

Segundo a proposta, o crime passa a figurar um tipo penal autônomo, em vez de ser um gênero de homicídio qualificado. A pena atual, de 12 a 30 anos de reclusão, aumenta para 20 a 40 anos.

Além do aumento, a lei inclui agravantes da pena, quais sejam: se o crime for cometido na presença de filhos ou pais da vítima ou quando envolver o assassinato da mãe ou da mulher responsável por pessoa com deficiência. O mesmo será feito caso a vítima esteja grávida ou nos três meses após o parto, bem como quando for menor de 14 anos ou maior de 60 anos.

Também aumentam a pena, quando o crime envolver:

  • emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio cruel;
  • traição, emboscada, dissimulação ou recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e
  • emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido

Todas as circunstâncias do crime serão atribuídas também ao coautor ou participante do assassinato.

A relatora, deputada Gisela Simona (União-MT), afirmou que a matéria contribui para ampliar a proteção à mulher vítima de violência.

“A criação do tipo penal autônomo de feminicídio é medida que se revela necessária não só para tornar mais visível essa forma extrema de violência contra a mulher, mas também para reforçar o combate a esse crime bárbaro e viabilizar a uniformização das informações sobre as mortes de mulheres no Brasill.”

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