Um homem, que conheceu o dentista Lucas Maia de Oliveira, de 36 anos, por meio de um aplicativo de relacionamento, foi ouvindo pela polícia em um depoimento de cerca de 14 horas. O rapaz se apresentou na quarta-feira (29), de forma espontânea, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Lucas Maia foi encontrado morto, amarrado na cama, dentro de seu apartamento, em um prédio de luxo, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.
O suspeito, que não teve a identidade revelada, teria conhecido o dentista no dia 16 de novembro e os dois se encontraram um dia depois. Durante o depoimento, o homem contou à polícia que ficou no apartamento de Lucas Maia até o dia 20. Ele tem residência fixa e mais de um emprego.
O homem foi ouvido e liberado, porque, segundo a Polícia Civil, não havia motivos que justificasse um mandado de prisão provisório. Não é possível confirmar que foi ele quem apareceu nas câmeras de segurança, já que o rosto dele não foi flagrado pelas imagens.
Mais três testemunhas devem ser ouvidas na próxima semana. As investigações indicam que outras pessoas entraram no imóvel nesse intervalo de quatro dia, entre o dia 16 e 20 de novembro. Todas elas seriam consideradas suspeitas pela Polícia.
Um deles já foi identificado pela Polícia Civil, no entanto, a identidade dele não foi revelada porque pode atrapalhar as investigações.
A polícia informou que o resultado do laudo deve sair em 30 dias. Há sinais de que houve uma luta corporal dentro do apartamento antes de a vítima ter os pés amarrados entre a cama e o guarda-roupa. Lucas Maia também estava sem roupas quando foi encontrado. O pai da vítima afirmou que Lucas foi morto asfixiado.











