A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a subir neste domingo (12) após o presidente americano, Donald Trump, anunciar o bloqueio naval do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
A medida, que entra em vigor na segunda-feira (13), intensifica o conflito entre os países e já provoca reações do governo iraniano. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad-Bagher Ghalibaf, afirmou que o país não irá recuar diante de ameaças.
“Se eles lutarem, nós lutaremos. Não cederemos a nenhuma pressão”, declarou.
O chefe da Marinha iraniana, Shahram Irani, também criticou a decisão e classificou como “ridícula” a tentativa de bloqueio por parte dos Estados Unidos.
O Estreito de Ormuz é estratégico para a economia global, já que cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passam pela região. Com o bloqueio, há risco de redução na oferta e aumento dos preços internacionais.
No Brasil, os impactos devem ser sentidos principalmente na alta dos combustíveis e da inflação, já que o aumento do petróleo afeta diretamente o custo de transporte e produção.
Especialistas apontam que, mesmo em caso de redução das tensões, a queda nos preços tende a acontecer apenas no médio prazo, seguindo um padrão histórico de ajuste mais lento.
As declarações dos dois lados aumentam a preocupação internacional com uma possível escalada militar na região.










