Na última semana, a Terra Yanomami entrou no radar do governo, em razão da crise sanitária que a comunidade vive. São dezenas de casos de malária e desnutrição grave, além de intoxicação pelo garimpo ilegal. O Governo Federal declarou emergência de saúde publica à maior reserva indígena do Brasil, para agilizar a assistência aos povos.

Entre as primeiras ações tomadas pelo Governo Federal estão:
- Instalação e funcionamento do hospital de campanha, em auxilio à Casa de Saúde Indígena (Casai): o hospital tem estrutura para estabilizar o paciente; em caso de internação, os indígenas serão enviados para o Hospital Santo Antônio, no caso de crianças, e ao Hospital Geral de Roraima, no caso de adultos. Entre as especialidades, estão pediatria, ginecologia, clínica médica, ortopedia, neonatologia e radiologia.
- Investigação por genocídio: a Polícia Federal abriu inquérito para investigar se houve crime de genocídio e omissão de socorro na assistência dada pelo governo federal aos Yanomami.
- Doação de leite e remédios: 16 mil latas de composto lácteo nutricional, que minimiza os sintomas de desnutrição, foi entregue na Casai, além de cerca de 203 mil unidades de medicamentos.
- Fornecimento de Internet: 15 pontos de acesso poderão ser utilizados pela população local e pelas equipes enviadas a Roraima para socorrer a crise humanitária e de saúde vivida pelos Yanomami.
O presidente Lula criou o Comitê de Coordenação Nacional para discutir e adotar medidas em articulação entre os poderes para prestar atendimento a essa população. O plano de ação deve ser apresentado no prazo de 45 dias, e o comitê trabalhará por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado.









