Uma empresa de telemarketing de Salvador foi condenada a pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais a uma candidata após fazer perguntas sobre a vida íntima dela durante um processo seletivo. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA).
Segundo a mulher, o formulário de seleção incluía questões sobre depressão, ansiedade, realização de exame preventivo (Papanicolau) e se ela mantinha relações sexuais com proteção. Mesmo constrangida, ela participou de alguns dias de treinamento, mas acabou dispensada após um problema de conexão no sistema.
O caso foi analisado inicialmente pela 27ª Vara do Trabalho de Salvador, que negou a indenização. No entanto, ao julgar o recurso, a 3ª Turma do TRT-BA entendeu que as perguntas tratavam de temas íntimos, não tinham relação com o cargo e possuíam caráter discriminatório, determinando o pagamento da indenização.








