Um ex-bombeiro, suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi preso, na manhã desta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, no âmbito na Operação Élpis, que investiga os assassinatos, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Segundo o jornal O Globo, o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, é apontado como cúmplice de Ronnie Lessa, sargento da reserva da Polícia Militar acusado de matar a vereadora. As investigações apontam que ele teria cedido um carro para a quadrilha de Lessa esconder as armas, após prisão do sargento, em 2019.
De acordo com a Polícia Federal (PF), foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, no Rio de Janeiro e na região metropolitana. A operação foi deflagrada pela PF, em conjunto com a Força Tarefa Marielle e Anderson (FT-MA), e com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco/MPRJ).
No dia 10 de junho de 2020, Maxwell Simões Correa já havia sido preso e acusado de obstruir as investigações sobre a execução de Marielle e de Anderson. Na época, a promotora do MPRJ, Simone Sibilio, afirmou que Correa foi proprietário do carro utilizado para ocultar um arsenal de armas de Ronnie Lessa, acusado de ser o assassino da vereadora.
“Ele [Maxwell Correa] responde pelo crime de obstrução da justiça. É por isso que ele foi investigado, denunciado e preso. Ele participou da ocultação de várias armas, que foram lançadas ao mar. Se a arma usada no crime estava lá, nós não sabemos afirmar. Mas o fato é que ele participou do crime de obstrução da justiça. Há várias provas no processo que está sob sigilo”, afirmou Simone naquele momento.
O crime ocorreu no dia 14 de março de 2018 e chocou o país. Marielle e Anderson foram executados a tiros dentro de um carro no Rio de Janeiro. A assessora também estava no veículo, mas sobreviveu aos ferimentos. Os motivos e os mandantes do atentado permanecem desconhecidos.
Marielle Franco foi a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro nas eleições de 2016. Ela era moradora do Complexo da Maré e atuava como defensora dos direitos humanos, com foco na população negra, mulheres e pessoas LGBTQIA+.








