O juiz Maurício Albagli Oliveira, da Justiça baiana, determinou, neste domingo (4), a conversão da prisão preventiva de sete investigados da “Operação Falsas Promessas” em medidas cautelares, entre eles o policial militar Alexandre Tchaca e o influenciador Franklin Reis, conhecido como “Neka”. Por outro lado, a Justiça manteve a prisão do rifeiro José Roberto Nascimento dos Santos, o “Nanan Premiações”, além de outros nove acusados.
A decisão judicial ocorreu após a análise dos pedidos de liberdade apresentados pelas defesas dos investigados. A “Falsas Promessas”, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, desmantelou uma organização criminosa acusada de fraudar rifas online, com sorteios manipulados para beneficiar membros do grupo.
Ao todo, 24 pessoas foram presas na operação, que mobilizou cerca de 300 policiais em diversos municípios baianos, como Salvador, Juazeiro, Vera Cruz, Nazaré, São Felipe e até em São Paulo. O esquema utilizava redes sociais para promover sorteios com prêmios de alto valor, como carros, motocicletas e dinheiro em espécie, mas os resultados eram previamente direcionados.
Entre os presos estão influenciadores digitais e policiais militares. O soldado Alexandre Tchaca, que já havia sido investigado por conduta imprópria nas redes, e o humorista Franklin Reis (Neka) tiveram suas prisões revertidas em medidas cautelares. Já o rifeiro Nanan Premiações segue detido, apontado como um dos principais articuladores do esquema.
Durante a operação, foram apreendidos 27 veículos de luxo — incluindo modelos como Hilux, Range Rover e Mercedes AMG — além de cinco armas de fogo, R$ 14 mil em espécie, relógios de luxo, celulares, notebooks e munições. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ, totalizando R$ 680 milhões em bens relacionados ao grupo.
A força-tarefa foi coordenada pelo Draco-LD (Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro), com apoio de outras unidades especializadas e do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A Corregedoria da Polícia Militar acompanha os desdobramentos que envolvem os agentes da corporação.








