Um dos presos na ‘Operação Fogo Amigo’, deflagrada na manhã desta terça-feira (21), que mira em policiais, CACs e lojistas por venda de armas para facções criminosas, é o capitão Mauro das Neves Grunfeld, que atuou como subcomandante da 41ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Federação), em Salvador.
O militar é um dos investigados por comercializar armas e munições para traficantes. Atualmente, trabalhava de forma administrativa no Instituto de Ensino e Pesquisa da PM-BA.
“É mais uma prova do combate que é realizado o tempo todo, justamente com o objetivo de tentar limpar a nossa casa. É muito ruim para as polícias trabalhar com policiais que estão vestindo a camisa, mas que estão jogando do outro lado’, afirmou Rodrigo Motta, delegado-regional de Polícia Judiciária da PF na Bahia, durante coletiva.
De acordo com a apuração, a organização criminosa vendia em média 20 armas ao mês, com preços que variam entre R$ 6 mil e R$ 20 mil cada. O valor chega a ser o triplo do mercado formal.
Além dele, outro capitão, oito praças, um bombeiro militar e um PM de Pernambuco foram presos. Outros oito alvos são comerciantes e CACs. No total, a polícia prendeu preventivamente 18 suspeitos.
A operação também foi responsável pelo bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas que comercializavam material bélico de forma irregular. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, cujas as penas somadas podem chegar a 35 anos de reclusão.








