A influenciadora e advogada Deolane Bezerra negou qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (22).
Em vídeo divulgado pelo portal Metrópoles, Deolane afirmou que foi presa por exercer a profissão de advogada. Segundo ela, a investigação cita um depósito de R$ 24 mil feito por um cliente que estaria sendo acompanhado juridicamente por sua defesa.
“Fui presa por estar advogando”, declarou a influenciadora durante a audiência.
Deolane foi presa nesta quinta-feira (21), durante uma operação que tem como principal alvo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC. Familiares do criminoso também são investigados.
Segundo as investigações, iniciadas a partir de materiais apreendidos pela Polícia Penal em 2019, a influenciadora aparece como uma das recebedoras de dinheiro supostamente ligado à facção criminosa.
A apuração aponta que, entre 2018 e 2021, Deolane teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. Os investigadores também afirmam que ela mantinha vínculos pessoais e comerciais com um dos gestores ligados à transportadora investigada.
A Justiça determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e cerca de R$ 357 milhões em bens e valores dos investigados. Somente de Deolane, cerca de R$ 27 milhões foram bloqueados.






