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Jornalista presa no Fuzuê por injúria racial recebe liberdade provisória

A jornalista presa em flagrante durante o Fuzuê, na Barra, em Salvador, pelo crime de injúria racial, passou por audiência de custódia, nesta segunda-feira (5) e recebeu liberdade provisória. Segundo informações da TV Bahia, a jornalista é baiana, mas atuava no Rio de Janeiro, junto a movimentos negros.

Segundo o órgão, Roseane Maria de Souza Silva, de 73 anos, deve cumprir uma série de regras para manter a liberdade. A jornalista é obrigada a comparecer a todos os atos processuais, manter o endereço sempre atualizado e comparecer bimestralmente à Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP).

Além disso, a suspeita está proibida de frequentar festas de rua, de largo, bares e similares, e precisa obedecer a um toque de recolher domiciliar noturno, das 18h às 6h. O toque de recolher também vale aos fins de semana e feriados. Ainda segundo o TJBA, caso a flagranteada descumpra qualquer medida a liberdade provisória será revogada.

Na ocasião do crime, Roseane se recusou a ser abordada por uma policial militar negra. De acordo com a Polícia Civil, a mulher se negou a parar no portal de abordagem da PM e declarou que “Não veio do navio negreiro para ser revistada por uma negra”, além de acrescentar outros insultos contra a vítima.

A delegada Marialda Santos, responsável pelo caso, informou que a autora não demonstrou arrependimento. “Apesar de desconversar, ela manteve o discurso racista”, informou.

Em um vídeo que circula, ela aparece tentando dizer que tudo não passou de uma brincadeira. “Sabe quando você para no Carnaval e diz assim: ‘eu não vim num navio negreiro’? Brinquei, brinquei. A mulher disse que eu era racista. Aí eu estou aqui presa, cara”, declarou a jornalista.

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