A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de um auxiliar de produção acusado de agredir a ex-companheira. A decisão foi tomada pela 2ª Vara de Vitória da Conquista do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia e divulgada nesta segunda-feira (6).
Na sentença, a juíza Claudia Uzeda entendeu que a gravidade das condutas, mesmo fora do ambiente de trabalho, compromete a confiança necessária para a manutenção do vínculo empregatício.
De acordo com o processo, o trabalhador foi demitido após a empresa tomar conhecimento de agressões físicas, ameaças de morte e descumprimento de medidas protetivas. O caso resultou, inclusive, na prisão do homem por 76 dias.
Ao recorrer à Justiça, ele solicitava a reversão da justa causa e o pagamento das verbas rescisórias, mas o pedido foi negado.
A magistrada considerou que as condutas configuram mau procedimento e representam quebra de confiança, mesmo ocorrendo fora do ambiente profissional. Na decisão, também destacou a importância de responsabilização em diferentes esferas como forma de combate à violência contra a mulher










