A Justiça baiana acatou uma liminar e suspendeu a intervenção na Irmandade do Senhor do Bonfim, determinado pelo Cardeal Arcebispo Metropolitano e Primaz do Brasil, Dom Sérgio da Rocha, em agosto deste ano. A decisão, assinada pelo juiz da 6ª Vara Cível de Salvador, Carlos Cerqueira Jr, foi publicada nessa terça-feira (7).
Em agosto, Dom Sérgio afirmou que decretou a intervenção na irmandade para “restabelecer a paz do Senhor na irmandade e voltar a cultivar a parceria que sempre existiu entre a irmandade e o Reitor da Basílica Santuário, fortalecendo ainda mais a Mansão da Misericórdia e todos os seus projetos sociais que beneficiam milhares de baianos carentes e necessitados”.
Em maio deste ano, a Irmandade do Senhor do Bonfim lançou um edital para convocar uma reunião emergencial com o objetivo de tratar de mudanças nos poderes instituídos ao padre Edson Menezes, que estava à frente da Basílica do Senhor do Bonfim há 16 anos. Para voluntários, o padre estaria sendo vítima de perseguição por parte de alguns membros da Irmandade.
No edital, a irmandade proibia que o padre Edson Menezes realizasse coletas de doações dos fiéis e fechou as lojas que vendiam acessórios e objetos religiosos de devoção ao Senhor do Bonfim, criadas e comandadas pelo sacerdote. Além disso, limitava ações administrativas, sociais e religiosas do padre.
O sacerdote atribuiu a ação da Irmandade ao que chamou de “inveja, preconceito e disputa de poder”.
Desde maio, manifestações de apoio ao padre Edson, conhecido por promover ações sociais à frente do templo católico, começaram a surgir nas redes sociais. “Somos Todos Padre Edson” é um desses movimentos. Um mês depois, a membros da Devoção do Nosso Senhor do Bonfim realizaram um “abraço de fé” em volta da Colina Sagrada, em apoio ao Padre Edson. Na ocasião, também foi divulgada uma nota de solidariedade às ações católicas, evangelizadoras e de trabalho social lideradas pelo Reitor da Brasília.










