A implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador passou a ser alvo de contestação política e jurídica. O deputado federal Pastor Sargento Isidório apresentou uma representação ao Ministério Público Federal questionando a legalidade da cobrança pelo uso das áreas de embarque e desembarque.
O parlamentar critica o limite de 10 minutos de permanência gratuita e afirma que o tempo é insuficiente para a dinâmica do terminal, principalmente em casos que envolvem idosos ou pessoas com deficiência. Ele também classifica a medida como abusiva e diz que o modelo penaliza usuários e trabalhadores.
Na representação, Isidório argumenta que as áreas de acesso ao aeroporto são de uso público e que a cobrança pode ultrapassar os limites da concessão. A administração do terminal é feita pela Vinci Airports, responsável pela implementação do sistema.
O Kiss & Fly prevê tolerância de 10 minutos no meio-fio para embarque e desembarque. Após esse período, motoristas poderão ser cobrados, embora os valores ainda não tenham sido divulgados. O sistema está em fase de testes e a cobrança deve começar nos próximos meses.
A medida também tem gerado preocupação entre motoristas de aplicativo e taxistas, que apontam возмож impactos na rotina de trabalho e possível aumento de custos para usuários.
O caso deve ser analisado pelo MPF, enquanto o debate sobre o modelo segue em andamento.











