O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, em cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (11), o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A iniciativa prevê R$ 60 bilhões em investimentos federais por ano.
“Assumimos o compromisso moral neste novo PAC de retomar a construção de milhares de obras, não deixar mais que a falta de gestão ou a austeridade fiscal quase obsessiva interrompam pela metade os anseios mais justos da nossa população”, afirmou Lula, durante a cerimônia.
O programa contemplará a retomada de obras paradas, aceleração de obras em andamento e novos empreendimentos. Os projetos serão divididos em nove grandes áreas:
- – Transportes (R$ 349 bilhões): Investimentos em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.
- – Infraestrutura social e urbana (R$ 2 bilhões): Investimento em espaços de cultura, esporte e lazer.
- – Água para todos: (R$ 30 bilhões): Investimento na revitalização das bacias hidrográficas.
- – Inclusão digital e conectividade (R$ 28 bilhões): Investimento para levar internet a todas as escolas públicas, expandir a cobertura do 5G e levar o 4G a rodovias e regiões remotas.
- – Transição e segurança energética (R$ 540 bilhões): Previsão de universalizar o atendimento no Nordeste e antecipar a universalização de comunidades isoladas na Amazônia Legal.
- – Defesa (R$ 53 bilhões): Investimentos para equipar Exército, Marinha e Aeronáutica.
- – Educação (R$ 45 bilhões): Construção de creches, escolas de tempo integral e a modernização e expansão de institutos e universidades federais.
- – Saúde (R$ 31 bilhões): Construção de novas unidades básicas, policlínicas, maternidades e compra de ambulâncias. Investimento para ampliar oferta de vacinas e hemoderivados e o acesso à telessaúde.
- – Cidades sustentáveis e resilientes (R$ 610 bilhões): Construção de novas unidades do Minha Casa, Minha Vida e financiamento para aquisição de imóveis. Investimento em mobilidade urbana, urbanização de comunidades, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e contenção de encostas e combate a enchentes.
Criado em 2007, no início do segundo mandato de Lula, o PAC se tornou marca das gestões petistas, reunindo obras de infraestrutura e programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida. Os resultados impulsionaram a eleição de Dilma Rousseff (PT), então ministra responsável pelo projeto.








