Mãe e filha denunciaram terem sido vítimas de racismo em uma loja de calçados em Lauro de Freitas, na Bahia, nessa terça-feira (7). As vítimas, identificadas como Suellem e Simone Santos, alegam que foram cercadas por funcionários do estabelecimento.
Em pronunciamento feito pelo advogado que representa as vítimas, o patrono contou que nenhuma das duas foram atendidas por funcionários ao chegarem na loja, mesmo o estabelecimento estando vazio.
“Em certo momento os funcionários que estavam juntos passaram a se posicionar na loja, que tem um espaço físico muito grande, de modo a cercar minhas clientes, sem se prontificar para ajudar, apenas observando como se fossem uma ameaça para a loja”, relatou.
Em vídeo publicado por Suellem nas redes sociais, ela conta que foi ao estabelecimento para comprar um presente de aniversário para sua mãe, Simone.
“Assim que a gente percebeu a situação eu falei ‘mãe, isso é uma situação de racismo’. Ninguém abordou a gente para perguntar, eu já estava com a sandália que iria dar de presente para ela e eles (funcionários) estavam cercando a gente para todo local que a gente ia”, desabafa.
Com a situação, as duas desistiram da compra e chamaram o gerente, que teria dito que era novo na loja e que já havia realizado mudanças no quadro funcional por questões de comportamento.
O advogado acrescentou que acompanhará as vítimas à delegacia, além de acionar o Ministério Público. A defesa irá requerer indenização por danos morais.
A Master Magazine, empresa responsável pela DiFábrica, não se manifestou sobre o caso e afirmou que irá consultar o setor jurídico antes de se posicionar.







