O tenente-coronel Mauro Cid confirmou que participou de reuniões em que Jair Bolsonaro teve acesso a uma minuta de decreto que previa estado de sítio e prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o militar, Bolsonaro leu o documento, fez alterações e sugeriu que apenas o ministro Alexandre de Moraes fosse mantido como alvo de prisão. Cid, que é delator, reafirmou o conteúdo de suas colaborações com a Polícia Federal e negou ter sofrido pressões para firmar acordo.
Bolsonaro disse estar tranquilo, mesmo com a confirmação de Cid de que ele teria aprontado a minuta golpista, pois não teria motivos para ser condenado.
“Eu não tenho preparação para nada, não tem porque me condenar. Estou com a consciência tranquila. Quando falaram o tempo todo, “assinar o decreto…”. Não é assinar decreto, pessoal. O primeiro passo é convocar os conselhos da República e de Defesa. Não foi feito”, disse.
As audiências com os principais réus da tentativa de golpe em 2022, incluindo Bolsonaro e Braga Netto, seguirão até o dia 13, conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes.








