O envenenamento por metanol ganhou destaque nacional após registros recentes de mortes em São Paulo causadas por bebidas adulteradas. O álcool metílico é altamente tóxico, podendo levar à cegueira e à morte mesmo em pequenas quantidades.
Na Bahia, surtos graves ocorreram nos anos 1990: em 1990, em Santo Amaro, 16 pessoas morreram entre 60 intoxicadas; e em 1999, em Nova Canaã e outros municípios, 36 mortes entre 300 casos.
Especialistas alertam que o metanol é quase indetectável em bebidas e não há teste caseiro confiável para identificar a contaminação. Os sintomas surgem entre seis e 12 horas após o consumo e incluem náuseas, vômitos, visão turva e dificuldade respiratória.
Autoridades orientam os consumidores a desconfiar de preços muito baixos, conferir lacres e rótulos e adquirir bebidas apenas de fornecedores confiáveis. Recentes casos também revelaram um padrão inédito de adulteração, reforçando a necessidade de fiscalização.








