O Ministério Público da Bahia (MP-BA) voltou atrás e desarquivou o inquérito que apura uma denúncia de abuso sexual por parte do empresário Paulo Roberto Santos de Souza Filho, cometida contra a filha de três anos e nove meses. A decisão do órgão acontece após a mãe da criança, a fonoaudióloga Tamires de Sousa Reis, expor o caso nas redes sociais.
O MP alega que a mudança ocorre devido ao “recebimento de informações adicionais, que não haviam sido anexadas ao inquérito policial.” A razão pelo arquivamento anterior do caso se deu por conta da “ausência de indícios de autoria e materialidade para a configuração do crime”.
Na denúncia, a ex-mulher do empresário relata que, durante cerca de 10 anos, foi vítima de agressões sexuais, físicas, verbais, patrimoniais e psicológicas e que as violências se estenderam para a filha do casal, logo após a separação, quando a criança tinha apenas um ano e seis meses.
Tamires relata que a filha passou a voltar da casa do pai com marcas roxas pelo corpo e que notou uma vermelhidão nas partes íntimas da criança. A partir disso, Tamires prestou queixa na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca), registrou o caso no Instituto Médico Legal, Conselho Tutelar, entre outros órgãos.
Uma medida protetiva foi solicitada pela Justiça com a finalidade de proteger a criança. A determinação judicial vigente prevê guarda compartilhada.
O empresário nega as denúncias e classifica as acusações da ex-mulher como uma “campanha difamatória” e que se iniciaram após ele assumir um novo relacionamento. Em sua defesa, Paulo Roberto Santos destaca o depoimento de uma mulher que trabalhou na residência em que o casal morava com a criança, que afirmou que as declarações de Tamires são “inverdades” e que ele é um pai carinhoso.









