José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila, morreu nesta quinta-feira (24), aos 66 anos de idade. O ex-pugilista sofria de ETC (encefalopatia traumática crônica), doença com os mesmos sintomas do Alzheimer, mas causados por golpes repetitivos na cabeça. A informação foi confirmada pela esposa do pugilista, Irani Pinheiro, durante a tarde ao Balanço Geral, da Record.
Esta doença é bem comum em ex-boxeadores por conta dos constantes golpes trocados entre os atletas da modalidade.
Maguila estava morando há mais sete anos em uma clínica em Itu, no interior de São Paulo. Ele conviveu até a sua morte com a “demência pugilística”, doença neurodegenerativa evolutiva e incurável que tem relação direta com os incontáveis golpes sofridos ao longo da carreira de duas décadas no esporte.
No ringue de boxe profissionalmente, Maguila esteve entre 1983 e 2000. Ao todo, foram 85 lutas oficiais, com 77 vitórias, um empate técnico e apenas 7 derrotas — sendo 61 por nocaute. Entre suas principais lutas estão confrontos com George Foreman e Evander Holyfield.
Em nota, a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) lamentou o perda de um dos nomes mais lendários do boxe nacional. A entidade também falou sobre a representação de Maguila ao esporte.
“É com muito pesar que recebemos a notícia do falecimento de José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila, aos 66 anos. Lamentamos profundamente a perda de um dos maiores boxeadores brasileiros da história.
Maguila representava não só o boxe, mas todo o esporte brasileiro. Enchia-nos de orgulho e colocou a nobre arte na atenção do povo, contagiando a torcida que o acompanhava. Em resultados, foi campeão brasileiro, conquistou o Continental das Américas (WBC) e título mundial da Federação Internacional de Boxe (IBF). Mas para além deles, Maguila foi um expoente importante do boxe brasileiro até para aqueles que não conheciam a nobre arte.
A comunidade toda do boxe está em luto, nossos sentimentos à família e amigos do nosso eterno campeão dos pesos-pesados!”








