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Morte de policial da Rondesp ganha novo capítulo após suspeito apresentar álibi

A investigação sobre a morte do soldado da Rondesp Sul Maurício Dantas dos Santos, de 36 anos, ganhou um novo capítulo após o homem apontado como suspeito contestar a acusação e apresentar uma versão diferente sobre o que aconteceu em Ilhéus, no sul da Bahia.

Kauan de Jesus Ferreira nega ter efetuado o disparo que atingiu o policial e afirma, por meio da defesa, que não estava no local do confronto no momento da ocorrência.

Para sustentar a versão, a defesa entregou aos investigadores dados de localização do celular, histórico de deslocamentos e informações de testemunhas. Esses elementos ainda serão analisados e confrontados com as demais provas reunidas no inquérito.

A Polícia Civil deve comparar os dados apresentados pela defesa com laudos balísticos, imagens de câmeras de segurança e informações telefônicas. A geolocalização do celular, por si só, não é suficiente para confirmar ou afastar a presença de alguém em determinado local. A perícia deverá verificar a precisão dos registros e a compatibilidade deles com a dinâmica do crime.

Kauan já havia se apresentado espontaneamente à Polícia Civil, acompanhado de advogado, e prestado depoimento por videoconferência. Como o inquérito está sob sigilo, o conteúdo da oitiva não foi divulgado.

Morte aconteceu durante intervenção policial

Maurício Dantas foi baleado durante uma intervenção policial no distrito do Couto, na zona sul de Ilhéus. O soldado chegou a ser levado em estado grave para o Hospital Regional Costa do Cacau, mas sofreu três paradas cardiorrespiratórias e morreu.

Após a morte do policial, a Polícia Militar instaurou um procedimento administrativo para verificar a atuação da equipe e o cumprimento dos protocolos durante a ocorrência.

O Departamento de Polícia Técnica também realiza exames para ajudar a esclarecer a dinâmica do confronto. Após a necropsia, foram feitos exames de imagem para auxiliar na localização e retirada do projétil que ficou alojado no corpo do policial.

Com a nova versão apresentada pela defesa, a investigação passa a analisar se os dados técnicos são capazes de confirmar ou afastar a presença de Kauan no local. Até a conclusão das diligências e perícias, não há definição sobre a responsabilidade dele pela morte do policial.

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