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MP processa Clivan, Prefeitura e Governo da Bahia por mutirão que deixou pacientes cegos

O Ministério Público da Bahia ajuizou uma ação civil pública contra a Clivan, a Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado por conta do mutirão oftalmológico que deixou 21 pacientes com perda total ou parcial da visão. Segundo o órgão, foram constatadas falhas sanitárias, assistenciais, organizacionais e de fiscalização durante a realização dos procedimentos.

Na ação, o MP pede a suspensão das cirurgias oftalmológicas realizadas pela clínica até que a unidade comprove sua regularização. Também foi solicitada a preservação de toda a documentação relacionada ao mutirão, além da garantia de assistência integral aos pacientes atingidos.

Dos 138 participantes do mutirão, 15 perderam completamente a visão e outros seis tiveram perda parcial. O Ministério Público não descarta a possibilidade de existirem outras vítimas ainda não identificadas.

O órgão também requer que a Clivan, a Prefeitura de Salvador e o Governo da Bahia promovam a reparação dos danos sofridos pelos pacientes e paguem indenizações. O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso e, em maio, a Justiça determinou o afastamento de três médicos que participaram dos procedimentos.

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