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Operação da PF prende falsos policiais suspeitos de aplicarem golpe de mais de R$2 milhões ao INSS

A Polícia Federal (PF), o Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária do Ministério da Previdência Social (NUINP/BA) e o 19º Batalhão de Polícia Militar deflagraram, nessa quarta-feira (09/08), a Operação ‘O Criador’, que tem como objetivo desarticular esquemas criminosos voltados para a prática de falsificação de documentos públicos e estelionatos em desfavor do órgão previdenciário.

Foram cumpridos mandado de busca e apreensão, prisão preventiva e um mandado de prisão temporária. Um dos investigados não foi encontrado no seu endereço e é considerado foragido.

Durante o cumprimento dos quatro mandados de busca e apreensão na cidade de Jequié foram encontrados novos elementos que culminaram no cumprimento de mandados de busca e apreensão em mais dois imóveis distintos.

Nos locais das buscas foram encontrados diversos documentos falsos que indicam que as fraudes não ficaram restritas aos oito benefícios identificados inicialmente, implicando em um prejuízo para o INSS muito superior aos R$ R$ 2.081.391,32 (dois milhões, oitenta e um mil, trezentos e noventa e um reais e trinta e dois centavos) estimados, o que possibilitou aos criminosos constituir um expressivo patrimônio, composto por pelo menos quatro imóveis e diversos veículos, em número superior àqueles adquiridos por intermédio de financiamento com a utilização da empresa “fantasma”.

Além disso, foram encontrados diversos equipamentos que apontam que o principal investigado estava dedicado a instalar uma verdadeira “fábrica de pessoas”.

Chamou a atenção ainda o fato de que na posse do principal investigado foram encontrados fardamentos, carteiras e distintivos de outras forças policiais (Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal), bem como armas e munições, indicando que os crimes praticados não se restringiam àqueles inicialmente investigados e que possivelmente eram utilizados para facilitar a prática das fraudes.

As investigações prosseguirão com a análise de todo o material e dos equipamentos de telefonia e informática apreendidos, com a finalidade de identificar eventuais outros partícipes, além de quantificar o real prejuízo sofrido pelo INSS.

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