Arqueólogos identificaram as primeiras ossadas de pessoas escravizadas no antigo Cemitério do Campo da Pólvora, no Centro de Salvador. A descoberta foi apresentada ao Ministério Público nesta segunda-feira (26) e confirma que o local foi usado, por cerca de 150 anos, para enterrar pessoas marginalizadas, como escravizados, indígenas e participantes da Revolta dos Malês.
As escavações, realizadas em setembro de 2024, localizaram ossos a 2,5 metros de profundidade no terreno onde hoje funciona um estacionamento. O material está sendo preservado e analisado. A pesquisa foi baseada em mapas antigos e documentos históricos levantados pela arquiteta Silvana Olivieri, da UFBA.
O achado é considerado um marco para a reconstrução da memória histórica apagada de Salvador.








