Após circular prints sobre uma suposta relação entre o comediante e influenciador digital Whinderson Nunes e Jéssica Canedo, a página de fofoca nas redes sociais ‘Choquei’ foi chamada pela polícia para prestar esclarecimentos, após a morte da jovem, moradora de Araguari, em Minas Gerais, na sexta-feira (22). Dias antes de morrer, Jéssica, que tinha 22 anos, contou que estava sofrendo ataques na internet pelo suporto affair com o comediante e pediu para que o post da Choquei fosse retirado da página.
A publicação foi desmentida pelo próprio influenciador, que contou que não conhecia a jovem. Mesmo assim, a publicação não foi retirada do ar.
Na tarde desta quinta-feira (28), o Choquei, que tem como foco publicar fofocas sobre celebridades nas redes sociais, emitiu uma nota oficial sobre o caso e informou que o proprietário da página, Raphael Souza, prestou esclarecimentos a Polícia Civil de Minas Gerais contando que todos os fatos e documentos foram apresentados para elucidar o episódio e dar a real dimensão do papel da Choquei no caso. Veja nota completa:

No último sábado (23), após a morte da jovem, o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, e a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, defenderam a regulação das redes sociais para combater a disseminação de notícias falsas.
Em postagem nas redes sociais, Silvio de Almeida declarou que a regulação das redes sociais é um “imperativo civilizatório”. “A irresponsabilidade das empresas que regem as redes sociais diante de conteúdos que outros irresponsáveis e mesmo criminosos nela propagam tem destruído famílias e impossibilitado uma vida social minimamente saudável”, escreveu o ministro.
Cida Gonçalves afirmou que a morte de Jéssica foi causada pela “irresponsabilidade” de perfis que lucram com a misoginia e a disseminação de mentiras. “É inadmissível que o conteúdo mentiroso contra Jéssica, que fez crescer uma campanha de difamação contra a jovem, não tenha sido retirado do ar nem pelo dono da página nem pela plataforma X ao longo de quase uma semana, mesmo depois dos apelos da própria Jéssica e de sua mãe”.
FAKE NEWS
Mesmo não existindo uma definição de crime específica para notícias falsas, as fake news, de acordo com o Tribunal Regional da Bahia, casos relacionados a calúnia, difamação e injúria podem ser analisados como crimes contra a honra, previsto no Código Penal. É o que explica o doutor em Ciências Sociais e analista judiciário Jaime Barreiros. “No âmbito da Justiça Comum, aquele que difunde fake news, poderá ser responsabilizado por crimes contra a honra, por exemplo. Os que exercem mandatos eletivos podem ser responsabilizados por crime de responsabilidade”. Com informações da Agência Brasil*








