A Polícia Militar da Bahia está investigando a conduta de agentes durante uma situação com refém, no bairro de Tancredo Neves, Salvador, no dia 10 de dezembro de 2024. Na ocasião, o jornalista Marcelo Castro negociou diretamente com o suspeito, atitude reprovada pela PM.
A corporação afirmou que o procedimento padrão e técnicas de negociação não foram seguidas, resultando na instauração de um processo disciplinar sumário para apurar as irregularidades. Na ocasião, o suspeito se rendeu, a vítima foi liberada, e armas, granadas, munições, drogas e outros materiais foram apreendidos, tudo com a intervenção direta do jornalista.
Leia a nota da PM na íntegra:
“A Polícia Militar da Bahia informa que está apurando a atuação de policiais lotados na 23ª CIPM durante uma ocorrência registrada no dia 10 de dezembro de 2024, no bairro de Tancredo Neves, que envolveu a tomada de refém.
Na ocasião, durante patrulhamento na Rua Valdinei Teixeira, os militares enfrentaram homens armados que reagiram à abordagem e se refugiaram em um imóvel, onde fizeram uma mulher refém. Após negociações, os suspeitos se renderam, sendo apreendidos com eles uma pistola Glock, duas granadas, munições, drogas e outros materiais, que foram encaminhados à Central de Flagrantes, junto aos detidos, para as providências cabíveis.
A investigação preliminar aponta que procedimentos padrões e técnicas específicas de negociação não foram adotados na condução da situação. Assim sendo, foi instaurado um processo Disciplinar Sumário com finalidade de apurar o ocorrido.
A Polícia Militar reforça seu compromisso com a disciplina e o cumprimento dos protocolos operacionais, assegurando que eventuais descumprimentos das normas serão investigados com transparência, visando preservar a confiança nas ações da instituição”.
Golpe do Pix
Marcelo Castro também é investigado pelo “Golpe do Pix” na Bahia, que desviou R$ 407 mil de doações feitas ao programa Balanço Geral. Ele e Jamerson Oliveira são apontados como líderes do esquema. O caso está sob sigilo judicial, com 12 pessoas denunciadas por associação criminosa, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.








