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PMs vão à júri 13 anos após a morte do menino Joel; relembre

Joel foi morto dentro de casa, durante uma ação policial Foto: reprodução

O ex-soldado da Polícia Militar, Eraldo Menezes de Souza, e o tenente Alexinaldo Santana Souza, da 40ª Companhia Independente da PM (CIPM), denunciados pela morte de Joel da Conceição Castro, vão a júri popular no dia 6 de maio, 13 anos após o crime. O menino foi morto em novembro de 2019.

Joel, de apenas 10 anos, foi baleado no rosto, durante uma ação policial no Nordeste de Amaralina, em Salvador. Ele estava dentro de casa e se preparava para dormir. Na época do crime, uma testemunha relatou que o pai da vítima saiu do imóvel pedindo socorro e com o filho nos braços, mas que foi ameaçado de morte por um dos suspeitos, que exigiu que ele retornasse.

Também no dia 6 de maio, outros três PMs da mesma CIPM serão ouvidos pela Justiça. O trio participa da última audiência de instrução pela morte do auxiliar de serviços gerais, Carlos Alberto Conceição dos Santos Júnior, de 21, primo de Joel. A vítima foi atingida por disparo de arma de fogo em 13 de junho de 2013, na Rua Aurelino Silva – a mesma onde Joel morava.

Além de Alexinaldo e Eraldo, respondem também pela morte de Joel os soldados Leonardo Passos Cerqueira, Robson dos Santos Neves, Paulo José Oliveira Andrade, Nilton César dos Reis Santana, Luiz Carlos Ribeiro Santana, Juarez Batista de Carvalho e Maurício dos Santos Santana.

O júri popular vai acontecer no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana, e deve durar cinco dias, conforme informações publicadas pelo jornal CORREIO. Os PMs foram denunciados em janeiro de 2011 por crime doloso triplamente qualificado, cuja pena pode chegar a 40 anos de reclusão.

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Foto: reprodução

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